Olá, olá! Ou deveria dizer "Hi there!"? Sim, que eu estou muito internacional e tenho visualizações nos EUA :p
Bom, é só uma passagem rápida... Se alguém tem acompanhado o blog e está curioso acerca das coisas com o namorado, não, as coisas não estão melhores. Ainda está em processo de resolução... A minha melhor amiga diz que se eventualmente terminar a relação que mais vale por a minha terapeuta de plantão... Se isso acontecer espero mesmo ter estrutura para não me ir abaixo em relação à ansiedade... Mas como é algo pela qual sou responsável, o meu discurso é: vou ter estrutura e vou aguentar o que tiver de aguentar. Sou forte e não vou voltar de novo para o buraco, não quero, já lá estive muito tempo e agora que voltei a ver a "luz" não a quero trocar novamente pela "escuridão".
Mas o que me trouxe aqui foi só uma pequena coisa... Na semana passada andei um pouco mais ansiosa, até porque tive de me confrontar com a situação que me fez despoletar a ansiedade... E já estava cheia de medo, porque o meu maior medo é ter uma recaída... Então sentei-me para escrever tudo o que me ia na cabeça e cheguei a uma conclusão... Eu já estava a esquecer-me de que tenho ansiedade, de que isto faz parte de mim e sempre vai fazer. E isso fez com que me acalmasse um pouco... O objectivo não é esquecer que tenho ansiedade ou esquecer o caminho que fiz para chegar aonde estou; é normal de vez em quando lembrar-me da minha ansiedade e dos meus sintomas. Porque é algo que faz parte de mim e temos de nos aceitar na totalidade. E além disso, podia ser só um sinal que o meu corpo me estava a enviar de que tenho de parar um bocado e estar comigo própria, para me centrar de novo... Era só esta "nota mental" que aqui queria deixar, para ficar mais vincado no meu consciente ;)
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
sábado, 11 de julho de 2015
12 Coisas a saber quando alguém de quem se gosta tem ansiedade
Bom, não é só mostrar o lado de quem sofre com ansiedade, fica aqui um artigo interessante sobre as coisas que alguém precisa saber quando gosta de uma pessoa que sofre com ansiedade. Está em inglês e um pouco mais detalhado mas os principais tópicos são:
1. A pessoa que sofre de ansiedade irá falar sobre isso quando se sentir preparada.
2. São boas pessoas para ter por perto.
3. Lembre-se: a ansiedade é uma resposta física normal a um cérebro que está a ser um pouco protector em excesso.
4. Há muito a saber, por isso se tentar compreender tudo o que poder... Isso faz de si uma pessoa extraordinária.
5. Assegure-se que há espaço para o 'não'. E não o leve a peito.
6. Muito amor nunca fez mal a ninguém, por isso sina compaixão por quem tem ansiedade.
7. A ansiedade não tem nada a ver com coragem ou carácter. De todo.
8. A ansiedade pode mudar, nem sempre se apresenta sob a mesma forma.
9. As pessoas com ansiedade sabem que a sua ansiedade nem sempre faz sentido (acreditem que sabemos!). É isso que a torna tão difícil (mesmo).
10. Não tente mudar a pessoa com ansiedade.
11. Não confunda a necessidade que eles têm em controlar o ambiente à sua volta com necessidade de o controlar a si. Pode parecer a mesma coisa, mas não é.
12. Saiba que é muito importante para a pessoa que sofre de ansiedade.
Para quem não se atrapalhe com o inglês pode ler aqui o artigo na íntegra.
1. A pessoa que sofre de ansiedade irá falar sobre isso quando se sentir preparada.
2. São boas pessoas para ter por perto.
3. Lembre-se: a ansiedade é uma resposta física normal a um cérebro que está a ser um pouco protector em excesso.
4. Há muito a saber, por isso se tentar compreender tudo o que poder... Isso faz de si uma pessoa extraordinária.
5. Assegure-se que há espaço para o 'não'. E não o leve a peito.
6. Muito amor nunca fez mal a ninguém, por isso sina compaixão por quem tem ansiedade.
7. A ansiedade não tem nada a ver com coragem ou carácter. De todo.
8. A ansiedade pode mudar, nem sempre se apresenta sob a mesma forma.
9. As pessoas com ansiedade sabem que a sua ansiedade nem sempre faz sentido (acreditem que sabemos!). É isso que a torna tão difícil (mesmo).
10. Não tente mudar a pessoa com ansiedade.
11. Não confunda a necessidade que eles têm em controlar o ambiente à sua volta com necessidade de o controlar a si. Pode parecer a mesma coisa, mas não é.
12. Saiba que é muito importante para a pessoa que sofre de ansiedade.
Para quem não se atrapalhe com o inglês pode ler aqui o artigo na íntegra.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Um Novo (Re)Começo!
Bom, cá vai mais uma tentativa de blogue. Já tive uns
quantos, que acabei por abandonar por falta de tempo ou por falta de assunto.
Este surge num contexto um pouco diferente. É um blogue que surgiu um bocadinho
por ‘pedido’ (por uma pessoa que prezo muito e que considero uma mulher
fantástica). E como até tinha uma certa vontade de partilhar a minha história,
decidi criar mais um blogue!
Sou ansiosa, no sentido ‘patológico’ da palavra, com direito
a ataques de pânico pelo meio. Sou-o desde os meus 18 anos e acho que sempre o
irei ser. Mas pela primeira vez em 11 anos sinto-me em paz comigo própria e com
a minha ansiedade. Aceitei-a e vivo com ela, tendo sempre em mente que depende
apenas de mim deixá-la ou não tomar o controlo das situações. Este blogue tem
como intuito falar da minha caminhada até aqui. Quem sabe, eventualmente um
dia, a minha história possa dar esperança a alguém?
O blogue arranca numa data particularmente importante, já
que hoje celebro o meu aniversário. Faço 29 anos, o último na casa dos 20,
idade que está também associada ao “retorno de Saturno”, daí considerar um
momento importante e bastante propício (nunca ouviram falar? Eu explico num
outro post ;) ).
Mas pronto, irei falar de tudo um pouco e acima de tudo do
que me apetecer escrever, pois então! :p Gosto muito de escrever e a escrita
também teve um papel importante na minha recuperação.
E para primeiro post já chega, até porque é o meu
aniversário e tenho mais o que fazer que estar em frente a um computador :p
Encontramo-nos por aqui! =)
Começar pelo princípio...
Bom, é melhor começar pelo princípio de tudo. O que
não falta por essa internet fora são artigos sobre ansiedade, mas eu optei por
fazer aqui um breve resumo (podem consultar mais informações, por exemplo, aqui
http://www.nimh.nih.gov/health/topics/anxiety-disorders/index.shtml)
“A ansiedade ocasional é algo normal que faz parte da
vida. Todos nós podemos sentir-nos ansiosos face a um problema no trabalho,
antes de um exame, ou antes de tomar uma decisão importante. Perturbações de
ansiedade envolvem mais do que uma preocupação ou medo temporário. Para uma
pessoa com perturbação de ansiedade, esta não desaparece e piora com o passar do
tempo. Estes sentimentos podem interferir com as actividades diárias, tais como
o desempenho no trabalho, os estudos ou até as relações pessoais.”
A ansiedade pode dividir-se em vários distúrbios, como
a ansiedade generalizada, os ataques de pânico ou a fobia social. O grande
problema da ansiedade é que ela não se manifesta apenas ao nível mental
(pensamentos negativos, medos e preocupações exacerbados, sensação de que algo
de mau pode acontecer sem razão aparente), traduzindo-se também em sintomas
físicos que podem prejudicar fortemente as actividades do dia-a-dia e que vão
diminuindo a confiança e a auto-estima de quem os sente. Entre eles estão:
enjoos, tonturas, falta de ar ou respiração ofegante, dor ou aperto no peito,
dor de barriga/urgência em urinar, tremores, palpitações cardíacas (muitas das
vezes as pessoas pensam que estão a ter um ataque de coração), irritabilidade
ou fadiga fácil, tensão muscular, dificuldade em adormecer/insónias.
A ansiedade basicamente é uma porcaria. Não tem cura,
mas tem tratamento. É uma doença ainda pouco falada e que muita gente não
percebe. Aliás, diria que só quem tem percebe verdadeiramente o quão penoso é.
Depois existem pessoas que compreendem embora não saibam muito bem o que é
passar por isto (nem desejo tal sofrimento a alguém), e outras que não
compreendem nada de nada. Existem pessoas que acham que os ansiosos são assim
porque querem. Não, não queremos, nem gostamos. Pelo menos, por mim falo. É
muito fácil dizer “Não penses nisso” ou “Estás a fazer uma tempestade num copo
de água” ou “Estás a exagerar, não precisas estar com esse medo todo”, mas o
que as pessoas não sabem é que quanto mais tentamos evitar os pensamentos que
nos provocam ansiedade, mais estes se tornam recorrentes. Isso faz com que
comecemos a pensar “Porquê eu?”, “Porquê a mim?” ou “De onde é que isto veio?”
e muitas vezes não encontramos uma resposta clara. Isso faz com que nos
culpabilizemos por ser assim, o que faz com que fiquemos tristes. E torna-se um
ciclo vicioso em que cada vez vamos “escavando mais o nosso buraco”. Daí muitas
vezes haver depressões associadas às perturbações de ansiedade, como foi o meu
caso.
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