Bom, é melhor começar pelo princípio de tudo. O que
não falta por essa internet fora são artigos sobre ansiedade, mas eu optei por
fazer aqui um breve resumo (podem consultar mais informações, por exemplo, aqui
http://www.nimh.nih.gov/health/topics/anxiety-disorders/index.shtml)
“A ansiedade ocasional é algo normal que faz parte da
vida. Todos nós podemos sentir-nos ansiosos face a um problema no trabalho,
antes de um exame, ou antes de tomar uma decisão importante. Perturbações de
ansiedade envolvem mais do que uma preocupação ou medo temporário. Para uma
pessoa com perturbação de ansiedade, esta não desaparece e piora com o passar do
tempo. Estes sentimentos podem interferir com as actividades diárias, tais como
o desempenho no trabalho, os estudos ou até as relações pessoais.”
A ansiedade pode dividir-se em vários distúrbios, como
a ansiedade generalizada, os ataques de pânico ou a fobia social. O grande
problema da ansiedade é que ela não se manifesta apenas ao nível mental
(pensamentos negativos, medos e preocupações exacerbados, sensação de que algo
de mau pode acontecer sem razão aparente), traduzindo-se também em sintomas
físicos que podem prejudicar fortemente as actividades do dia-a-dia e que vão
diminuindo a confiança e a auto-estima de quem os sente. Entre eles estão:
enjoos, tonturas, falta de ar ou respiração ofegante, dor ou aperto no peito,
dor de barriga/urgência em urinar, tremores, palpitações cardíacas (muitas das
vezes as pessoas pensam que estão a ter um ataque de coração), irritabilidade
ou fadiga fácil, tensão muscular, dificuldade em adormecer/insónias.
A ansiedade basicamente é uma porcaria. Não tem cura,
mas tem tratamento. É uma doença ainda pouco falada e que muita gente não
percebe. Aliás, diria que só quem tem percebe verdadeiramente o quão penoso é.
Depois existem pessoas que compreendem embora não saibam muito bem o que é
passar por isto (nem desejo tal sofrimento a alguém), e outras que não
compreendem nada de nada. Existem pessoas que acham que os ansiosos são assim
porque querem. Não, não queremos, nem gostamos. Pelo menos, por mim falo. É
muito fácil dizer “Não penses nisso” ou “Estás a fazer uma tempestade num copo
de água” ou “Estás a exagerar, não precisas estar com esse medo todo”, mas o
que as pessoas não sabem é que quanto mais tentamos evitar os pensamentos que
nos provocam ansiedade, mais estes se tornam recorrentes. Isso faz com que
comecemos a pensar “Porquê eu?”, “Porquê a mim?” ou “De onde é que isto veio?”
e muitas vezes não encontramos uma resposta clara. Isso faz com que nos
culpabilizemos por ser assim, o que faz com que fiquemos tristes. E torna-se um
ciclo vicioso em que cada vez vamos “escavando mais o nosso buraco”. Daí muitas
vezes haver depressões associadas às perturbações de ansiedade, como foi o meu
caso.
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