Sou de luas. Não fosse eu do signo Caranguejo... Além disso, ainda sou uma pessoa super sensível. Mas sensível mesmo, de Highly Sensitive People (HSP): "HSPs have finely tuned nervous systems, which means they feel things
more strongly (positive and negative), get hurt easily, can often read
and feel the energy of other people, and can sometimes anticipate when
something will happen before it does." (fonte aqui). Já há muito tempo que suspeitava que o fosse, mas a querida Vânia Silva, que é Astróloga Humanista, confirmou-mo numa consulta que fizemos em Fevereiro deste ano. Ter um sistema nervoso profundamente apurado também se manifesta no olfacto, daí andar estupidamente sensível a tudo o que é cheiros, o meu namorado até já me chama "Cheirinhos". Se um local pouco arejado tiver um cheiro que eu não gosto, sou capaz de ter dificuldades em respirar e começar a sentir-me mal, quando outras pessoas ficam normalíssimas. Já quase nem ponho perfume, aquelas borrifadas iniciais chegam a deixar-me nauseada. Mas enfim, queria focar-me noutro aspecto desta sensibilidade... Há certas alturas em que seria melhor eu ter um filtro para certas coisas que me dizem... As pessoas dizem as coisas normalmente, sem pensar sequer na forma como aquilo me vai atingir... Só que se estiver particularmente sensível, as palavras magoam-me e eu amuo (aí entra a 'lua' a fazer das suas). Tenho tentado melhorar este aspecto mas não é fácil... Mudarmos algo tão intrínseco é complicado, embora saibamos que vamos ter muito menos chatices se o fizermos... Porque ontem houve chatice com o namorado, porque ele disse algo se importância nenhuma para ele mas que para mim teve muita... Eu amuo, ele fica chateado, depois fico a sentir-me culpada porque reconheço que exagerei na reacção... Bah, uma porcaria. É que eu sou sensível, mas às vezes esqueço-me que as outras pessoas não são de ferro e digo coisas num tom que também não deveria dizer... Penso sempre que as pessoas têm armaduras ao contrário de mim... Mas também tenho de me lembrar que isso não é assim.
Por isso VH, a culpa não é tua, e desculpa por às vezes ser implicativa quando tu és um paz d'alma que só quer é sossego...
(Ele não vai ver isto mas a intenção fica cá na mesma...)
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Esta inquietude que me consome
Eu tento. A sério que tento, apaziguar-me, tranquilizar-me... Sinto uma inquietude por dentro e não sei o que fazer com ela. O trabalho está uma merda. Mesmo. Sinto que estou a estupidificar. Basicamente venho à loja marcar presença porque não há clientes. E quando não há trabalho o que é que acontece? Pensa-se. Muito. Demasiado. No que não se deve... Ou se calhar até deve... Sei que não quero fazer isto para a minha vida toda... Mas não sei o que quero fazer. Sei que gosto de pessoas. Sei que gostava de ajudar as pessoas... Gostava de marcar a diferença na vida de alguém, saber que a minha existência não foi em vão. Posso parecer arrogante ou simplesmente estúpida, mas sempre senti que nasci para fazer algo que deixasse uma marca... Sinto como se fosse especial, como se estivesse destinada a fazer algo maior... Mas o quê?! É esta incerteza que me consome um bocadinho todos os dias. Que faz o meu coração bater um pouco mais acelerado e me põe a cabeça num frenesi. Eu sei que aquilo que faço não me define... Mas sempre me perturbou o não saber a minha vocação e o que é suposto fazer com a minha vida.
E esta inquietude passa para fora e eu não consigo disfarçar totalmente... Não sei ser cínica, custa-me horrores ter de 'representar'... E não quero fazer certas coisas e não quero estar com certas pessoas... Mas acabo por fazê-lo para 'não parecer mal', para não me julgarem... Mas acho que isto é errado e que só me faz mal... Acho que tenho de respeitar mais o que sinto e o que sou... Acho que preciso de olhar mais para dentro... Para aquilo que sou e que (acho) que quero.
Hoje deparei-me com esta imagem... Será verdade? Se assim é, acho que andamos desencontrados... Em 'entroncamentos sem fim'...
Será que o meu tempo certo ainda não chegou?
E esta inquietude passa para fora e eu não consigo disfarçar totalmente... Não sei ser cínica, custa-me horrores ter de 'representar'... E não quero fazer certas coisas e não quero estar com certas pessoas... Mas acabo por fazê-lo para 'não parecer mal', para não me julgarem... Mas acho que isto é errado e que só me faz mal... Acho que tenho de respeitar mais o que sinto e o que sou... Acho que preciso de olhar mais para dentro... Para aquilo que sou e que (acho) que quero.
Hoje deparei-me com esta imagem... Será verdade? Se assim é, acho que andamos desencontrados... Em 'entroncamentos sem fim'...
Será que o meu tempo certo ainda não chegou?
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