quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Vale a pena remexer no passado?
Tenho os meus assuntos 'mal resolvidos'. Acho que todas as pessoas devem ter um ou outro. No meu caso, esses assuntos que considero mal resolvidos têm a ver com amizades que se foram perdendo, pessoas que se foram afastando, mal entendidos que se geraram (em alguns casos sem que eu perceba bem sequer a razão). Sempre fui uma pessoa que gosta de se dar bem com toda a gente. Aliás, há uns tempos tinha um bocado a 'pancada' de querer que toda a gente gostasse de mim. Hoje já não sou tanto assim, até Jesus Cristo que é filho de Deus não agradou a todos... Mas há dias em que penso mais nisto e nesses dias fico um pouco mais triste... Não pelo facto de essas pessoas já não fazerem parte da minha vida (as pessoas vão e vêm e as que valem mesmo a pena ficam junto a nós), mas pela forma como se deu o afastamento. Sinto que as coisas ficaram mal resolvidas particularmente com uma meia dúzia de pessoas. No caso de duas delas, na altura eu achei que não tinha culpa no processo, mas hoje em dia reconheço que também teve um pouco a ver com a minha atitude. Sempre fui um bocado 'possessiva' nas minhas amizades mais próximas e acho que isso teve influência. Nos restantes casos, sinto ali uma animosidade que não sei de onde veio... Às vezes dá-me vontade de falar com essas pessoas. Dizer que se fiz alguma coisa que não gostassem, que o lamento e que da minha parte espero que as coisas fiquem bem novamente. Não com o intuito de que essas pessoas se tornem (novamente) íntimas, mas para me sentir à vontade numa abordagem quando as encontro. Mas aí fico a pensar, valerá a pena? As pessoas iriam compreender a minha atitude e as minhas razões? Iriam achar-me uma idiota que me estava a rebaixar para ter um pouco da sua atenção quando só quero um 'acordo de paz'? Embora as assumpções que possam fazer de mim dependam mais da personalidade da pessoa que das minhas acções, dispenso julgamentos errados acerca da minha pessoa. Por isso acabo por chegar à conclusão de que mais vale estar quieta e deixar as coisas como estão...
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Comparar nunca fez bem a ninguém...
Olá a quem lê! :p Já pensavam que era mais um blog que eu deixava sozinho e abandonado?! Desenganem-se amiguinhos! (Hora da parvoeira ahah)
Bom, ontem estava a deprimir um bocado. Houve aí uma 'ameaça' de proposta de emprego que parecia muito boa mas afinal não era tão segura quanto isso e vai ficar em águas de bacalhau. E isso estava a deixar-me um bocado frustrada. Porque acho que preciso de mudanças na minha vida e já estava entusiasmada com mudar... E depois já estava a pensar nas minhas amigas, duas que vão casar, uma que este ano foi morar junto com o namorado e mudou de trabalho... E a achar que toda a gente evolui menos eu. Só que de repente tive uma 'epifania'... E o que eu mudei neste último ano, porra? O que eu evoluí? O caminho que fiz? Desculpem continuar a gabar-me disto mas acho que é demasiado importante para me menosprezar. Eu, uma ansiosa com ataques de pânico, estou sem tomar medicação e sem um episódio desde 8 de Dezembro (sem medicação desde o final de Agosto). Além de que passava a vida a chorar e a vitimizar-me e agora nem me lembrava a última vez que tinha chorado antes de ontem... Posso não ter 'provas exteriores' do quanto mudei, mas eu sei bem o quanto mudei e a melhor pessoa que sou agora. E estou grata. Grata por tudo o que a vida me deu, bom e menos bom.
Grata por tanta gente boa na minha vida. Demorei a chegar onde estou mas muita gente boa apareceu na minha vida (a 'minha' Patrícia, nunca me irei esquecer do seu excelente trabalho como co-pilota desta viagem). E passei a ver com novos olhos tantas pessoas que já tinha... A minha mãe agora é uma das minhas melhores amigas. Sempre foi, mas agora conto-lhe coisas que nunca tinha contado antes. E é tão bom... A minha amiga Cátia com o seu "Tenho tanto orgulho em ti". Os meus pais, o meu namorado, os meus amigos, a minha família... Por toda a gente boa que tenho na minha vida: grata.
Bom, ontem estava a deprimir um bocado. Houve aí uma 'ameaça' de proposta de emprego que parecia muito boa mas afinal não era tão segura quanto isso e vai ficar em águas de bacalhau. E isso estava a deixar-me um bocado frustrada. Porque acho que preciso de mudanças na minha vida e já estava entusiasmada com mudar... E depois já estava a pensar nas minhas amigas, duas que vão casar, uma que este ano foi morar junto com o namorado e mudou de trabalho... E a achar que toda a gente evolui menos eu. Só que de repente tive uma 'epifania'... E o que eu mudei neste último ano, porra? O que eu evoluí? O caminho que fiz? Desculpem continuar a gabar-me disto mas acho que é demasiado importante para me menosprezar. Eu, uma ansiosa com ataques de pânico, estou sem tomar medicação e sem um episódio desde 8 de Dezembro (sem medicação desde o final de Agosto). Além de que passava a vida a chorar e a vitimizar-me e agora nem me lembrava a última vez que tinha chorado antes de ontem... Posso não ter 'provas exteriores' do quanto mudei, mas eu sei bem o quanto mudei e a melhor pessoa que sou agora. E estou grata. Grata por tudo o que a vida me deu, bom e menos bom.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
E esta hein?
Hellooooooo! Já há algum tempo que não dava notícias mas o tempo tem sido escasso. Só para dar a grande novidade de que para o ano tenho dois casamentos... E num deles vou ser dama de honor. Nunca na minha vida pensei ser dama de honor... Estou para ver a cor que noiva escolhe para os vestidos!!! A verdade é que não estou com grande vontade de ser dama de honor... É que já me senti mais próxima da noiva do que actualmente... Para mim não faz muito sentido. Mas pronto, não vou ser desmancha-prazeres... O que eu queria mesmo era que o meu casamento também fosse no ano que vem... Enfim, vamos lá ver o que 2016 me reserva! Para já avistam-se novos desafios, apenas estou à espera de desenvolvimentos mais concretos! Façam figas por mim =)
sábado, 1 de agosto de 2015
Orgulhosa!
Porque não devemos só pensar no que fizemos mal ou gostávamos de mudar no nosso passado... Neste momento da minha vida tenho muito orgulho em mim e no caminho que fiz até aqui. É continuar a trabalhar para continuar bem o resto da minha vida.
Um dia de cada vez a lidar com a minha ansiedade, que já nem acho que seja uma imperfeição... é só mais uma parte de mim, e eu aceito-me como sou =)
Um dia de cada vez a lidar com a minha ansiedade, que já nem acho que seja uma imperfeição... é só mais uma parte de mim, e eu aceito-me como sou =)
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Porque o "segredo" não é esquecer...
Olá, olá! Ou deveria dizer "Hi there!"? Sim, que eu estou muito internacional e tenho visualizações nos EUA :p
Bom, é só uma passagem rápida... Se alguém tem acompanhado o blog e está curioso acerca das coisas com o namorado, não, as coisas não estão melhores. Ainda está em processo de resolução... A minha melhor amiga diz que se eventualmente terminar a relação que mais vale por a minha terapeuta de plantão... Se isso acontecer espero mesmo ter estrutura para não me ir abaixo em relação à ansiedade... Mas como é algo pela qual sou responsável, o meu discurso é: vou ter estrutura e vou aguentar o que tiver de aguentar. Sou forte e não vou voltar de novo para o buraco, não quero, já lá estive muito tempo e agora que voltei a ver a "luz" não a quero trocar novamente pela "escuridão".
Mas o que me trouxe aqui foi só uma pequena coisa... Na semana passada andei um pouco mais ansiosa, até porque tive de me confrontar com a situação que me fez despoletar a ansiedade... E já estava cheia de medo, porque o meu maior medo é ter uma recaída... Então sentei-me para escrever tudo o que me ia na cabeça e cheguei a uma conclusão... Eu já estava a esquecer-me de que tenho ansiedade, de que isto faz parte de mim e sempre vai fazer. E isso fez com que me acalmasse um pouco... O objectivo não é esquecer que tenho ansiedade ou esquecer o caminho que fiz para chegar aonde estou; é normal de vez em quando lembrar-me da minha ansiedade e dos meus sintomas. Porque é algo que faz parte de mim e temos de nos aceitar na totalidade. E além disso, podia ser só um sinal que o meu corpo me estava a enviar de que tenho de parar um bocado e estar comigo própria, para me centrar de novo... Era só esta "nota mental" que aqui queria deixar, para ficar mais vincado no meu consciente ;)
Bom, é só uma passagem rápida... Se alguém tem acompanhado o blog e está curioso acerca das coisas com o namorado, não, as coisas não estão melhores. Ainda está em processo de resolução... A minha melhor amiga diz que se eventualmente terminar a relação que mais vale por a minha terapeuta de plantão... Se isso acontecer espero mesmo ter estrutura para não me ir abaixo em relação à ansiedade... Mas como é algo pela qual sou responsável, o meu discurso é: vou ter estrutura e vou aguentar o que tiver de aguentar. Sou forte e não vou voltar de novo para o buraco, não quero, já lá estive muito tempo e agora que voltei a ver a "luz" não a quero trocar novamente pela "escuridão".
Mas o que me trouxe aqui foi só uma pequena coisa... Na semana passada andei um pouco mais ansiosa, até porque tive de me confrontar com a situação que me fez despoletar a ansiedade... E já estava cheia de medo, porque o meu maior medo é ter uma recaída... Então sentei-me para escrever tudo o que me ia na cabeça e cheguei a uma conclusão... Eu já estava a esquecer-me de que tenho ansiedade, de que isto faz parte de mim e sempre vai fazer. E isso fez com que me acalmasse um pouco... O objectivo não é esquecer que tenho ansiedade ou esquecer o caminho que fiz para chegar aonde estou; é normal de vez em quando lembrar-me da minha ansiedade e dos meus sintomas. Porque é algo que faz parte de mim e temos de nos aceitar na totalidade. E além disso, podia ser só um sinal que o meu corpo me estava a enviar de que tenho de parar um bocado e estar comigo própria, para me centrar de novo... Era só esta "nota mental" que aqui queria deixar, para ficar mais vincado no meu consciente ;)
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Só eu sei...
Não, não tem nada a ver com o 'grito' do Sporting, eu até sou simpatizante do Benfica. Só eu sei o quanto quero casar... Tenho a tara do vestido, sabem? Hoje em dia pode haver muita gente a considerar 'sonhar casar' ser parvo, mas é algo que eu gostava mesmo muito... Gostava de ter um dia de 'princesa', com as pessoas que gosto, a festejar unir a minha vida ao homem que amo... A cada dia que passa vejo esse sonho mais distante... Devia colocar imagens alusivas ao casamento no meu visionboard (mais um assunto de que quero falar e ainda não tive tempo), só lá tenho uma e pelos vistos não chega... Tenho 29 anos, já não vou para 'nova'... Por isso cada vez que vejo mais uma rapariga minha conhecida casar fico mais em baixo... Não é inveja e desejo que sejam muito felizes! É só porque queria o mesmo para mim... Com uma relação tão longa como a minha também é difícil não ter várias pessoas a perguntar quando é o casamento... Se soubessem o quanto me dói... E lá tenho eu de disfarçar, a dizer que é qualquer dia, que ainda não pode ser...
As coisas com o namorado não estão fáceis. Aliás, acho que já há muito tempo que não estavam tão más... Por isso neste momento não consigo parar de pensar que vou ficar para tia... Se ficar sozinha agora sei lá se consigo encontrar alguém... e quanto tempo isso vai demorar... e enquanto isso tenho os meus óvulos à espera e o relógio biológico a tocar...
Ando triste... Espero que esta fase passe depressa...
As coisas com o namorado não estão fáceis. Aliás, acho que já há muito tempo que não estavam tão más... Por isso neste momento não consigo parar de pensar que vou ficar para tia... Se ficar sozinha agora sei lá se consigo encontrar alguém... e quanto tempo isso vai demorar... e enquanto isso tenho os meus óvulos à espera e o relógio biológico a tocar...
Ando triste... Espero que esta fase passe depressa...
terça-feira, 21 de julho de 2015
Há dias assim...
Olá, olá! (Olá a quem, como se alguém lesse alguma coisa do que eu para aqui escrevo...)
Tenho andado desaparecida mas até tenho andado com vontade de escrever, por isso cá estou eu, até porque não tenho vontade de deixar mais um blogue ao abandono...
Há muitos assuntos sobre os quais quero escrever mas a verdade é que o tempo também não é muito... Entre o trabalho das 9h às 19h, mais uma hora de caminho de e para casa, com quatro idas ao ginásio por semana em que não passo lá menos de duas horas, com comida para preparar (plano alimentar e de exercício que me encontro a fazer e a isso me obriga), aulas de solfejo, aulas de canto, grupo de jovens, igreja, escolher cânticos, amigos, pais e namorado... Ufa, não sobra muito tempo (nem muita paciência por vezes, confesso).
Hoje tirei o dia para deprimir um bocado... Foi um dos ensinamentos que trouxe da terapia com a minha querida Patrícia Lemos (ainda não cheguei à parte em como descobri a Patrícia e ela me ajudou a ser a pessoa que sou hoje mas esse post há-de chegar entretanto), é que na vida há momentos para tudo, mas quando a tristeza aparece não podemos deixar que ela se instale. É 'curti-la' um bocado e depois voltar aos pensamentos e energias positivas, senão não há c* que aguente (ainda para mais pessoas como a 'je', com tendências ansiosas).
Não ando numa das melhores fases da minha vida. Embora aceite melhor o meu trabalho continuo a achar que não é a minha vocação. Não me sinto preenchida, falta algo... Gostava de poder dizer "adoro o que faço!", mas não consigo... E continuo sem saber o meu propósito a nível profissional, que sempre foi das coisas que mais me angustiou. E por mais voltas que a vida dê parece que volto sempre aqui... Por isso é algo que tenho de tentar resolver o mais depressa possível. Mas por outro lado, será que tentar resolver esta questão não põe ainda mais pressão em cima de mim e afasta a solução? Às vezes fico meio sem saber o que fazer... Se por um lado há quem defenda que temos de ir à procura das coisas, há outros que acreditam que mais vale ir com a 'corrente' que as respostas acabam por vir ao nosso encontro... Sinceramente, não sei. Se calhar sou eu que penso demais nas coisas... Porque basicamente preciso é de um trabalho que me sustente porque as contas não se pagam sozinhas...
Por outro lado estou a atravessar uma má fase na minha relação... O namorado teima em não se chegar à frente com irmos morar juntos e eu começo a ficar farta de toda esta passividade... É muito tempo de namoro e eu acho que está mais que na altura mas ele continua a adiar apresentando razões que eu nem consigo considerar válidas porque não têm razão de ser (por exemplo, económicas, quando ele tem um contrato sem termo e nem ganha assim tão mal...). E além disso não o vejo a mudar de ideias acerca do casamento, que é uma coisa que eu quero mesmo e ele não faz questão... Algum de nós vai ter de ceder mas não me vejo mesmo a abdicar de algo que quero tanto...
Enfim... Por hoje vou ficar aqui no meu cantinho a curtir as dúvidas e a tristeza... Amanhã tem e vai ser um dia melhor!
Tenho andado desaparecida mas até tenho andado com vontade de escrever, por isso cá estou eu, até porque não tenho vontade de deixar mais um blogue ao abandono...
Há muitos assuntos sobre os quais quero escrever mas a verdade é que o tempo também não é muito... Entre o trabalho das 9h às 19h, mais uma hora de caminho de e para casa, com quatro idas ao ginásio por semana em que não passo lá menos de duas horas, com comida para preparar (plano alimentar e de exercício que me encontro a fazer e a isso me obriga), aulas de solfejo, aulas de canto, grupo de jovens, igreja, escolher cânticos, amigos, pais e namorado... Ufa, não sobra muito tempo (nem muita paciência por vezes, confesso).
Hoje tirei o dia para deprimir um bocado... Foi um dos ensinamentos que trouxe da terapia com a minha querida Patrícia Lemos (ainda não cheguei à parte em como descobri a Patrícia e ela me ajudou a ser a pessoa que sou hoje mas esse post há-de chegar entretanto), é que na vida há momentos para tudo, mas quando a tristeza aparece não podemos deixar que ela se instale. É 'curti-la' um bocado e depois voltar aos pensamentos e energias positivas, senão não há c* que aguente (ainda para mais pessoas como a 'je', com tendências ansiosas).
Não ando numa das melhores fases da minha vida. Embora aceite melhor o meu trabalho continuo a achar que não é a minha vocação. Não me sinto preenchida, falta algo... Gostava de poder dizer "adoro o que faço!", mas não consigo... E continuo sem saber o meu propósito a nível profissional, que sempre foi das coisas que mais me angustiou. E por mais voltas que a vida dê parece que volto sempre aqui... Por isso é algo que tenho de tentar resolver o mais depressa possível. Mas por outro lado, será que tentar resolver esta questão não põe ainda mais pressão em cima de mim e afasta a solução? Às vezes fico meio sem saber o que fazer... Se por um lado há quem defenda que temos de ir à procura das coisas, há outros que acreditam que mais vale ir com a 'corrente' que as respostas acabam por vir ao nosso encontro... Sinceramente, não sei. Se calhar sou eu que penso demais nas coisas... Porque basicamente preciso é de um trabalho que me sustente porque as contas não se pagam sozinhas...
Por outro lado estou a atravessar uma má fase na minha relação... O namorado teima em não se chegar à frente com irmos morar juntos e eu começo a ficar farta de toda esta passividade... É muito tempo de namoro e eu acho que está mais que na altura mas ele continua a adiar apresentando razões que eu nem consigo considerar válidas porque não têm razão de ser (por exemplo, económicas, quando ele tem um contrato sem termo e nem ganha assim tão mal...). E além disso não o vejo a mudar de ideias acerca do casamento, que é uma coisa que eu quero mesmo e ele não faz questão... Algum de nós vai ter de ceder mas não me vejo mesmo a abdicar de algo que quero tanto...
Enfim... Por hoje vou ficar aqui no meu cantinho a curtir as dúvidas e a tristeza... Amanhã tem e vai ser um dia melhor!
Subscrever:
Mensagens (Atom)

